A fraude está até na placa
Roseana e Murad trabalharam para conseguir dinheiro público para a Usimar, o megaescândalo da Sudam que teria sido a fábricade autopeças mais cara do mundo
Reportagem
Alexandre Oltramari
Ana Araujo
A placa informa o preço absurdo da Usimar de 1,38 bilhão de reais: sobraram ruínas e suspeitas
VEJA de 18/4/2001:
a reportagem que desvendou a máfia que atuava na Sudam
De imponente mesmo o projeto Usimar tem o preço. Como mostra a placa ainda fincada diante do terreno onde ela se ergueria, a fábrica de São Luís do Maranhão custaria, numa primeira fase, 1,38 bilhão de reais. O investimento total seria de 1,7 bilhão. É dinheiro demais para uma empresa que se propunha a fabricar peças de automóveis, especialmente aquelas mais brutas, pesadas, como os blocos de motor, cabeçotes e cubos de roda. Isso sem que se encontre uma única indústria de automóveis nas redondezas. A mais próxima fica em Camaçari, na Bahia, a 1.600 quilômetros de distância. De lá vem uma boa comparação para medir a megalomania do natimorto projeto maranhense.
Em Camaçari, a Ford está em fase final de ajustes de sua fábrica que vai produzir 250.000 carros por ano. A unidade da montadora é abastecida por 29 empresas de autopeças instaladas na região. Pois bem, o investimento somado de todas essas empresas fornecedoras da Ford em Camaçari empata com o custo projetado da Usimar de São Luís do Maranhão. Um espanto. Se as fraudes não tivessem sido descobertas pelo Ministério Público, a Usimar teria custado dezenas e até centenas de vezes mais que fábricas de autopeças em funcionamento no Brasil e no mundo.
Rodolfo Buhrer
O que primeiro chamou a atenção dos procuradores que hoje investigam a escandalosa empreitada maranhense foi justamente o fato de esse megaprojeto, totalmente atípico pelo volume de dinheiro público envolvido, ter tido uma tramitação rotineira, descuidada até, na Sudam e no governo de Roseana Sarney no Maranhão, órgãos responsáveis por sua viabilização financeira. A Sudam precisou de apenas quatro dias para aprovar um investimento de metade do custo inicial da Usimar, de 690 milhões de reais, equivalente ao orçamento de um ano da entidade. A outra metade viria do sócio privado, o paranaense Teodoro Hübner Filho, dono de uma fábrica de autopeças em Curitiba.
Apesar de conceituada fornecedora de blocos de motores da Volkswagen e da Ford, a New Hübner, empresa de Teodoro, fatura apenas 50 milhões de reais por ano e nem de longe teria cacife para bancar a contrapartida exigida pelo projeto Usimar. Mesmo assim, o projeto foi aprovado em agosto de 1999 sem questionamento, como se fosse o de um ranário qualquer. Em poucos meses, 44 milhões de reais da Sudam foram repassados aos responsáveis pelo projeto. Três anos depois, a Usimar exibe aquela face típica das empreitadas da Sudam: é investigada por fraude e desvio de dinheiro, enquanto a obra é apenas um terreno baldio com alguns barracões e pilotis que começam a ser comidos pelo mato.
Desde a sua criação, existe a suspeita de que o clã Sarney tenha sido providencial para a aprovação do projeto Usimar. Os procuradores que investigam a fraude encontraram diversas pistas sobre o envolvimento dos Sarney no processo. Na gigantesca operação de escuta que fez de fraudadores da Sudam no ano passado, a Polícia Federal captou alguns diálogos em que se cita o nome do senador José Sarney.
Num trecho ainda inédito do grampo telefônico autorizado pela Justiça, um fraudador diz que "o projeto da Usimar é do Sarney". Outro, também flagrado pela escuta, conta que "a filha dele (Roseana) tem interesse de aprovar". As fitas, obviamente, nada provam. Fraudadores têm como hábito citar nome de gente poderosa para impressionar seus interlocutores. Na semana passada, porém, surgiram evidências mais comprometedoras entre os documentos apreendidos pela Polícia Federal na empresa de Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad, a Lunus, de São Luís. Numa pasta, os policiais encontraram uma carta endereçada a Murad com tópicos como "Usimar – Pendências" e "Resumo do Projeto". A polícia achou também um documento enviado pela Sudam, via fax, a Jorge Murad. É o ofício DAI 695/99, de setembro de 1999. Ele é assinado pelo então superintendente da Sudam, José Artur Guedes Tourinho, e endereçado à Usimar. Nessa época, a empresa tinha apenas um mês de vida. Os policiais se perguntam agora que estranha coincidência teria feito com que documentos da Sudam sobre a Usimar fossem parar no escritório particular de Murad, que, oficialmente, nada tem a ver com o projeto.
"Coincidências, quando se repetem demais, não são apenas coincidências. Indicam uma tendência que precisa ser investigada", disse a VEJA um dos envolvidos na apuração. A investigação feita até agora mostra um empenho especial da governadora do Maranhão e de Murad no fulminante processo de aprovação do projeto Usimar. A pedido de Roseana, o projeto foi incluído na pauta do Conselho Deliberativo da Sudam (Condel) apenas vinte dias antes da reunião. Projetos muito menos complexos ficam normalmente até seis meses na fila. O superintendente Tourinho precisou somente de quatro dias para dar seu parecer favorável e levar o projeto a votação no Condel, que era presidido justamente por Roseana. O projeto foi aprovado por dezenove votos a favor e um contra, dado pelo superintendente da Receita Federal em Belém do Pará, José Tostes Neto, representante do Ministério da Fazenda no Condel. Conforme depoimentos colhidos pelos procuradores que investigam o caso, Murad tentou mudar o voto de Tostes. O representante do Ministério da Fazenda pediu para ver as declarações de imposto de renda dos controladores da Usimar. Disseram-lhe que os documentos estavam numa sala ao lado. Mas na sala ao lado Tostes encontrou o marido de Roseana, Jorge Murad, e o dono oficial da Usimar, Teodoro Hübner Filho. "O investimento é bom para o Maranhão, Tostes. Fique tranqüilo. Conheço bem esse pessoal. É gente séria", disse Jorge Murad a José Tostes Neto. Tostes relembra o diálogo e afirma que não ficou convencido com as palavras de Murad. Manteve o voto contra. "Era visível que a empresa não tinha capacidade financeira para executar o projeto", diz Tostes. Não tinha mesmo. Os procuradores resolveram intervir quando constataram que a empresa de Hübner não colocara um tostão no negócio enquanto a Sudam já tinha despejado dezenas de milhões de reais de dinheiro público na arapuca.
Um aspecto fundamental do projeto Usimar que parece ter sido esquecido até pelos investigadores é sua flagrante irracionalidade econômica. No projeto original, informa-se que a Usimar produziria peças pesadas a partir de ferro comprado da Vale do Rio Doce. Parte da produção seria vendida para a Volkswagen, a Ford e a Audi. Outra parte seria exportada. Os especialistas dizem que esses fundamentos são equivocados. "Não faz sentido uma empresa de autopeças instalar-se no Maranhão se tiver que vender para São Paulo. Ainda mais quando o produto é muito pesado e caro para transportar", diz o consultor Diogo Clemente, especialista em indústria automobilística. Os clientes potenciais citados no projeto nunca o levaram a sério.
Na Volkswagen foram feitas duas reuniões de diretoria para examinar o assunto. "Concluiu-se que seria desastroso ter o nome da companhia vinculado a um projeto tão cheio de falhas", lembra um alto funcionário que participou das reuniões. Na Ford a reação foi a mesma. "A empresa nunca cogitou de ter a Usimar como fornecedora", afirma um diretor da Ford. Demorou dois anos e custou 44 milhões de reais para que se descobrisse que a Usimar era apenas uma empresa fantasma que ainda vai assombrar muita gente.
domingo, 8 de março de 2009
FERNANDO SARNEY PAGA MESADA DAS FILHAS COM CAIXA 2 DA MIRANTE
Fernando usou Caixa 2 da Mirante até para pagar “mesada” das filhas
Por: Oswaldo Viviani
Data de Publicação: 8 de março de 2009
A ‘ala jovem’ feminina da oligarquia recebeu de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais, de 2006 a 2008, a título de ‘mesada’; as quantias não foram declaradas ao Fisco
No bojo das investigações (Operação Boi Barrica) que apontaram o superintendente do Sistema Mirante, Fernando José Macieira Sarney, como chefe de uma organização criminosa (ORCRIM) com tentáculos atuantes em órgãos federais estratégicos – e que resultaram no pedido de sua prisão e de mais de uma dezena de pessoas no ano passado –, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobriram um rosário de crimes cometidos pelo “esquema Fernando”, que vão da formação de quadrilha à fraude em licitações, passando por tráfico de influência e evasão de divisas, entre outros ilícitos. Mas a PF e o MPF dirigiram seu foco investigativo especialmente para os golpes da ORCRIM contra o sistema financeiro nacional.
Bastou os órgãos investigativos botarem os olhos na forma como atuam as três empresas do Grupo Mirante – TV Mirante, Gráfica Escolar e São Luís Factoring – para terem certeza de que Fernando e sua mulher e sócia Teresa Cristina Murad Sarney criaram um imenso “Caixa 2” no Sistema Mirante, alimentado pelas operações escusas entabuladas por esse trio de empresas.
Em meio às várias irregularidades descobertas pela PF e pelo MPF, advindas dessa engenharia financeira marginal – como suspeita de financiamento ilegal de campanha eleitoral, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos –, consta até mesmo o pagamento de “mesadas” às filhas de Fernando Sarney.
‘Mesadas’ vultosas – De acordo com o que foi apurado em “grampos” da PF, realizados com autorização judicial, boa parte da “ala jovem” feminina da oligarquia – Ana Clara Murad Sarney; Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney; Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia”; Ana Theresa Sarney, a “Teca”; e Maria Adriana Sarney – recebeu altas somas de dinheiro (de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais), entre 2006 e 2008, a título de “mesada” (veja diálogos nos textos em destaque).
Os pagamentos foram feitos por Luzia de Jesus Campos de Sousa – responsável pela área administrativa da Mirante e que também administra a São Luís Factoring, uma empresa sem nenhum funcionário e que só trabalha com o grupo Mirante.
Para a PF e o MPF, Luzia Campos de Sousa tem conhecimento e participa das atividades ilícitas do “esquema Fernando”. Os investigadores descobriram que ela usou uma irmã – Maria Raimunda Campos Barbosa – como “laranja” do grupo. Moradora de uma casa simples num dos bairros mais pobres de São Luís, a Cidade Operária, Maria Raimunda foi beneficiada com 23 cheques nominais da São Luís Factoring, totalizando mais de R$ 350 mil, todos sacados em espécie na boca do caixa do Bradesco (agência 1037, São Francisco).
Dinheiro não declarado – A dinheirama distribuída às filhas de Fernando Sarney pode ter servido apenas para suprir a vida nababesca que as meninas levam em São Luís e outros cantos “descolados” do país, mas os órgãos investigativos desconfiam de que a família toda participa de um esquema para driblar o Fisco e as leis financeiras brasileiras. Eis o que os delegados federais Márcio Adriano Anselmo e Thiago Monjardim Santos concluíram nessa parte do inquérito (páginas 36 e 37) sobre o “caso Fernando”, ao qual o Jornal Pequeno teve acesso:
“Observa-se que a São Luís Factoring serve também como um grande caixa para as movimentações pessoais de membros da família [Sarney]. Vale frisar que Fernando Sarney se utiliza de Luzia de Jesus Campos de Sousa para fazer pagamentos para os filhos. (...) Cabe mencionar que todos tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrados e foi constatada movimentação, por exemplo, de Paula Renata [Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney], em que pese tenha apresentado Declaração Anual de Isento, em 2006, a mesma movimentou [nesse ano] quase R$ 150 mil, chegando a movimentar em conta corrente, num só mês, mais de R$ 24 mil. No que tange a Fernando Sarney, não há em suas DIRPF [Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física] declaração dos mesmos [filhos] como seus dependentes.”
Relata, ainda, o inquérito da PF (página 37):
“Foi monitorada mensagem de correio eletrônico entre Ana Clara Murad Sarney e Tetê [Teresa Cristina Murad Sarney, sua mãe], tendo como anexo o pedido de movimentação de valores no exterior, que monta a quantia de 1 milhão de dólares [The Hongkong and Shanghai Banking, em Qingdao, China]. Vale ressaltar que os dias que antecederam tal troca de mensagens foram marcados por várias ligações entre Fernando, Tetê e Ana Clara, com o objetivo de localizar algum documento num dos cofres da casa deles, em São Luís, uma vez que Tetê estava em São Paulo.”
Filha cúmplice – Nas páginas 38 e 39, a PF prossegue:
“Assim, percebe-se que Teresa Murad e Fernando Sarney gerenciam os negócios da família em São Luís, sendo que a filha Ana Clara participa ativamente das atividades ilícitas da família. A título de exemplo, a mesma foi incluída no quadro societário da São Luís Factoring.”(...)
“No contato com o empresário Paulo Guimarães, fica evidente a participação de Ana Clara nas atividades de seus pais. Inicialmente, Fernando Sarney, em diálogo com Paulo Guimarães, fala sobre negócios, acertam se comunicar por mensagem de texto e Fernando acha melhor que Paulo mande a mensagem para outra pessoa. Posteriormente Fernando liga para Ângela, sua secretária, e pede para que a mesma entre em contato com Paulo, dizendo ao mesmo que encaminhe mensagem para sua filha Ana Clara. Por fim, Fernando liga para Ana Clara avisando a mesma [diz que Paulo está tratando ‘daquele negócio’ para eles]. Ana Clara recebe as mensagens transcritas, as quais, embora cifradas, denotam, pela situação em si, não tratar-se de algo lícito, até pela maneira como buscaram se evadir.”
Veja o teor das mensagens trocadas entre Ana Clara e Paulo Guimarães e conversas “grampeadas” entre Luzia de Jesus Campos de Sousa e algumas das filhas de Fernando Sarney, que comprovam que elas movimentam grandes quantias, não declaradas, de dinheiro – oriundas, segundo a PF do “Caixa 2” do Sistema Mirante.
conversas grampeadas pela polícia federal
Troca de mensagens entre Ana Clara e Paulo Guimarães, em 4 de março de 2008
PAULO GUIMARÃES: Você quer receber aí no Rural na próxima semana ou junto aqui e até a próxima semana pega aqui tudo de uma vez, você que escolhe.
ANA CLARA: Como seria essa entrega aqui? Quem pegaria? Como seria feito?
PAULO GUIMARÃES: Duas carradas de leite Ninho e duas de Pelargon preços da Nestlé com nota fiscal do distribuidor do Piauí, você arranja quem pega aí.
Diálogo entre Luzia Campos de Sousa e Fernando Sarney (1º/2/08)
RESUMO: LUZIA diz para FERNANDO que já depositou R$ 2 mil na conta da filha dele (Paula Renata) e que ela ligou pedindo mais R$ 600 para pagar abadás do carnaval de Salvador. FERNANDO diz para LUZIA fazer jogo duro. LUZIA diz que colocou o dinheiro das outras filhas de FERNANDO na conta e que colocou o dinheiro da esposa dele no HSBC certinho.
Diálogo entre Luzia e Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney (19/2/2008)
RESUMO: Paula Renata fala que o pai autorizou pagar a faculdade. Luzia diz que pagou R$ 4 mil de “mesada” a Paula Renata.
PAULA RENATA: Acabei de falar com meu pai e ele falou que vai autorizar-te a fazer o depósito, porém eu estava conversando agora com o pessoal do Financeiro (...) é o seguinte: noite, 756, aí tem que pagar janeiro e fevereiro, aí março você já sabe que é 756 também, tá?
LUZIA: Tá, agora deixa eu te dizer, falaste com teu pai como é que fica a partir de março? Porque eu tinha incorporado, era R$ 4 mil que eu mandava pra ti, aí eu incorporei 650, que era a faculdade.
PAULA RENATA: Bota mais 100.
LUZIA: Ah, tá. Então é só botar mais 100.
PAULA RENATA: Ou então vamos fingir para ele [FERNANDO] que esses 650 você já me dava e vamos pedir mais 756.
LUZIA: Se tu pedir para ele e ele não me perguntar, porque ele sabe da época que eu incorporei...
PAULA RENATA: Tu pode esquecer, Luzia, não lembra ele... Qualquer coisa em março você coloca 100 reais a mais porque a mensalidade aumentou. Você consegue me mandar isso amanhã?
LUZIA: Eu vou falar com ele de manhã e já mando amanhã.
PAULA RENATA: É duas vezes de 756 e em março 100 reais a mais.
LUZIA: Tá.
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia” (25/1/2008)
RESUMO: LUZIA diz que depositou R$ 10 mil na conta de ‘BIA’
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz, a “Bia” (26/2/2008)
RESUMO: “BIA” pede para LUZIA depositar R$ 3.100 na conta dela. “BIA” diz que o FERNANDO depois irá autorizá-la.
Diálogo entre Luzia e Ângela, secretária de Fernando Sarney (1º/3/2008)
RESUMO: ÂNGELA fala para LUZIA que DONA TERESA [MURAD SARNEY] mandou faturar tarifa aérea para MARIA ADRIANA [SARNEY] pela Mirante.
Diálogo entre Luzia e Ana Theresa Sarney, a “Teca” (3/3/2008)
RESUMO: “TECA” pede R$ 700 a mais na sua “mesada” para pagar um tratamento estético.
Por: Oswaldo Viviani
Data de Publicação: 8 de março de 2009
A ‘ala jovem’ feminina da oligarquia recebeu de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais, de 2006 a 2008, a título de ‘mesada’; as quantias não foram declaradas ao Fisco
No bojo das investigações (Operação Boi Barrica) que apontaram o superintendente do Sistema Mirante, Fernando José Macieira Sarney, como chefe de uma organização criminosa (ORCRIM) com tentáculos atuantes em órgãos federais estratégicos – e que resultaram no pedido de sua prisão e de mais de uma dezena de pessoas no ano passado –, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobriram um rosário de crimes cometidos pelo “esquema Fernando”, que vão da formação de quadrilha à fraude em licitações, passando por tráfico de influência e evasão de divisas, entre outros ilícitos. Mas a PF e o MPF dirigiram seu foco investigativo especialmente para os golpes da ORCRIM contra o sistema financeiro nacional.
Bastou os órgãos investigativos botarem os olhos na forma como atuam as três empresas do Grupo Mirante – TV Mirante, Gráfica Escolar e São Luís Factoring – para terem certeza de que Fernando e sua mulher e sócia Teresa Cristina Murad Sarney criaram um imenso “Caixa 2” no Sistema Mirante, alimentado pelas operações escusas entabuladas por esse trio de empresas.
Em meio às várias irregularidades descobertas pela PF e pelo MPF, advindas dessa engenharia financeira marginal – como suspeita de financiamento ilegal de campanha eleitoral, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos –, consta até mesmo o pagamento de “mesadas” às filhas de Fernando Sarney.
‘Mesadas’ vultosas – De acordo com o que foi apurado em “grampos” da PF, realizados com autorização judicial, boa parte da “ala jovem” feminina da oligarquia – Ana Clara Murad Sarney; Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney; Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia”; Ana Theresa Sarney, a “Teca”; e Maria Adriana Sarney – recebeu altas somas de dinheiro (de R$ 4 mil a R$ 24 mil mensais), entre 2006 e 2008, a título de “mesada” (veja diálogos nos textos em destaque).
Os pagamentos foram feitos por Luzia de Jesus Campos de Sousa – responsável pela área administrativa da Mirante e que também administra a São Luís Factoring, uma empresa sem nenhum funcionário e que só trabalha com o grupo Mirante.
Para a PF e o MPF, Luzia Campos de Sousa tem conhecimento e participa das atividades ilícitas do “esquema Fernando”. Os investigadores descobriram que ela usou uma irmã – Maria Raimunda Campos Barbosa – como “laranja” do grupo. Moradora de uma casa simples num dos bairros mais pobres de São Luís, a Cidade Operária, Maria Raimunda foi beneficiada com 23 cheques nominais da São Luís Factoring, totalizando mais de R$ 350 mil, todos sacados em espécie na boca do caixa do Bradesco (agência 1037, São Francisco).
Dinheiro não declarado – A dinheirama distribuída às filhas de Fernando Sarney pode ter servido apenas para suprir a vida nababesca que as meninas levam em São Luís e outros cantos “descolados” do país, mas os órgãos investigativos desconfiam de que a família toda participa de um esquema para driblar o Fisco e as leis financeiras brasileiras. Eis o que os delegados federais Márcio Adriano Anselmo e Thiago Monjardim Santos concluíram nessa parte do inquérito (páginas 36 e 37) sobre o “caso Fernando”, ao qual o Jornal Pequeno teve acesso:
“Observa-se que a São Luís Factoring serve também como um grande caixa para as movimentações pessoais de membros da família [Sarney]. Vale frisar que Fernando Sarney se utiliza de Luzia de Jesus Campos de Sousa para fazer pagamentos para os filhos. (...) Cabe mencionar que todos tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrados e foi constatada movimentação, por exemplo, de Paula Renata [Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney], em que pese tenha apresentado Declaração Anual de Isento, em 2006, a mesma movimentou [nesse ano] quase R$ 150 mil, chegando a movimentar em conta corrente, num só mês, mais de R$ 24 mil. No que tange a Fernando Sarney, não há em suas DIRPF [Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física] declaração dos mesmos [filhos] como seus dependentes.”
Relata, ainda, o inquérito da PF (página 37):
“Foi monitorada mensagem de correio eletrônico entre Ana Clara Murad Sarney e Tetê [Teresa Cristina Murad Sarney, sua mãe], tendo como anexo o pedido de movimentação de valores no exterior, que monta a quantia de 1 milhão de dólares [The Hongkong and Shanghai Banking, em Qingdao, China]. Vale ressaltar que os dias que antecederam tal troca de mensagens foram marcados por várias ligações entre Fernando, Tetê e Ana Clara, com o objetivo de localizar algum documento num dos cofres da casa deles, em São Luís, uma vez que Tetê estava em São Paulo.”
Filha cúmplice – Nas páginas 38 e 39, a PF prossegue:
“Assim, percebe-se que Teresa Murad e Fernando Sarney gerenciam os negócios da família em São Luís, sendo que a filha Ana Clara participa ativamente das atividades ilícitas da família. A título de exemplo, a mesma foi incluída no quadro societário da São Luís Factoring.”(...)
“No contato com o empresário Paulo Guimarães, fica evidente a participação de Ana Clara nas atividades de seus pais. Inicialmente, Fernando Sarney, em diálogo com Paulo Guimarães, fala sobre negócios, acertam se comunicar por mensagem de texto e Fernando acha melhor que Paulo mande a mensagem para outra pessoa. Posteriormente Fernando liga para Ângela, sua secretária, e pede para que a mesma entre em contato com Paulo, dizendo ao mesmo que encaminhe mensagem para sua filha Ana Clara. Por fim, Fernando liga para Ana Clara avisando a mesma [diz que Paulo está tratando ‘daquele negócio’ para eles]. Ana Clara recebe as mensagens transcritas, as quais, embora cifradas, denotam, pela situação em si, não tratar-se de algo lícito, até pela maneira como buscaram se evadir.”
Veja o teor das mensagens trocadas entre Ana Clara e Paulo Guimarães e conversas “grampeadas” entre Luzia de Jesus Campos de Sousa e algumas das filhas de Fernando Sarney, que comprovam que elas movimentam grandes quantias, não declaradas, de dinheiro – oriundas, segundo a PF do “Caixa 2” do Sistema Mirante.
conversas grampeadas pela polícia federal
Troca de mensagens entre Ana Clara e Paulo Guimarães, em 4 de março de 2008
PAULO GUIMARÃES: Você quer receber aí no Rural na próxima semana ou junto aqui e até a próxima semana pega aqui tudo de uma vez, você que escolhe.
ANA CLARA: Como seria essa entrega aqui? Quem pegaria? Como seria feito?
PAULO GUIMARÃES: Duas carradas de leite Ninho e duas de Pelargon preços da Nestlé com nota fiscal do distribuidor do Piauí, você arranja quem pega aí.
Diálogo entre Luzia Campos de Sousa e Fernando Sarney (1º/2/08)
RESUMO: LUZIA diz para FERNANDO que já depositou R$ 2 mil na conta da filha dele (Paula Renata) e que ela ligou pedindo mais R$ 600 para pagar abadás do carnaval de Salvador. FERNANDO diz para LUZIA fazer jogo duro. LUZIA diz que colocou o dinheiro das outras filhas de FERNANDO na conta e que colocou o dinheiro da esposa dele no HSBC certinho.
Diálogo entre Luzia e Paula Renata Pessoa de Torres Câmara Araújo Sarney (19/2/2008)
RESUMO: Paula Renata fala que o pai autorizou pagar a faculdade. Luzia diz que pagou R$ 4 mil de “mesada” a Paula Renata.
PAULA RENATA: Acabei de falar com meu pai e ele falou que vai autorizar-te a fazer o depósito, porém eu estava conversando agora com o pessoal do Financeiro (...) é o seguinte: noite, 756, aí tem que pagar janeiro e fevereiro, aí março você já sabe que é 756 também, tá?
LUZIA: Tá, agora deixa eu te dizer, falaste com teu pai como é que fica a partir de março? Porque eu tinha incorporado, era R$ 4 mil que eu mandava pra ti, aí eu incorporei 650, que era a faculdade.
PAULA RENATA: Bota mais 100.
LUZIA: Ah, tá. Então é só botar mais 100.
PAULA RENATA: Ou então vamos fingir para ele [FERNANDO] que esses 650 você já me dava e vamos pedir mais 756.
LUZIA: Se tu pedir para ele e ele não me perguntar, porque ele sabe da época que eu incorporei...
PAULA RENATA: Tu pode esquecer, Luzia, não lembra ele... Qualquer coisa em março você coloca 100 reais a mais porque a mensalidade aumentou. Você consegue me mandar isso amanhã?
LUZIA: Eu vou falar com ele de manhã e já mando amanhã.
PAULA RENATA: É duas vezes de 756 e em março 100 reais a mais.
LUZIA: Tá.
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia” (25/1/2008)
RESUMO: LUZIA diz que depositou R$ 10 mil na conta de ‘BIA’
Diálogo entre Luzia e Maria Beatriz, a “Bia” (26/2/2008)
RESUMO: “BIA” pede para LUZIA depositar R$ 3.100 na conta dela. “BIA” diz que o FERNANDO depois irá autorizá-la.
Diálogo entre Luzia e Ângela, secretária de Fernando Sarney (1º/3/2008)
RESUMO: ÂNGELA fala para LUZIA que DONA TERESA [MURAD SARNEY] mandou faturar tarifa aérea para MARIA ADRIANA [SARNEY] pela Mirante.
Diálogo entre Luzia e Ana Theresa Sarney, a “Teca” (3/3/2008)
RESUMO: “TECA” pede R$ 700 a mais na sua “mesada” para pagar um tratamento estético.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Dois impérios do Maranhão, os Sarney e os Murad
Dois impérios do Maranhão, os Sarney e os Murad, aparecem unidos na suspeita de fraudar a Sudam
Na trajetória de Jorge Francisco Murad Júnior, 49 anos, há uma conjunção constante: política e negócios. Na década de 70, quando se casou pela primeira vez com Roseana Sarney, participava dos movimentos políticos da época e já se interessava por economia – curso que acabou concluindo numa faculdade particular em Brasília. Nos anos 80, teve uma influência decisiva nos rumos do governo do seu sogro, o ex-presidente José Sarney. Com um gabinete no 4º andar do Palácio do Planalto, fazia política nos bastidores, conhecia detalhes dos grandes negócios do Estado e dava até palpites nos rumos da política econômica, celebrizada na época pelo Plano Cruzado.
Na década de 90, tornou-se o secretário todo-poderoso do governo de sua mulher no Maranhão, no qual toma conta de praticamente todo o Orçamento do Estado, e não se descuidou dos negócios pessoais. Hoje, é dono de cinco empresas, cujas áreas de atuação vão do turismo à distribuição de combustíveis. É justamente no caldeirão em que se misturam política e negócios que Jorge Murad afundou-se ainda mais na semana passada.
A devassa da Polícia Federal no escritório da Lunus em São Luís, empresa que pertence a Roseana e Murad, descobriu um documento que só reforça as suspeitas de envolvimento do casal nas milionárias fraudes da velha Sudam. Na lista do que foi apreendido pela polícia está o "plano de contas" da Lunus, documento semelhante a uma contabilidade. Nesse "plano de contas", há um espaço específico para descrever "ativos" e "investimentos" da Lunus – e ali, bem ali, aparece o nome da Agrima Agricultura, Indústria e Comércio de Calcário Ltda. A informação é cabeludíssima por duas razões. A primeira: a Agrima é suspeita de ter desviado entre 10 milhões e 15 milhões de reais da Sudam, num projeto agrícola chamado Nova Holanda. A segunda razão é que Jorge Murad sempre negou que tivesse relação comercial com a Agrima. Sabia-se que a Lunus e a Agrima haviam sido sócias apenas até 1994. O "plano de contas" descoberto agora é referente ao ano de 2000. E sugere que a Lunus mantém uma relação comercial de "ativos" e "investimentos" com a Agrima, que é suspeita de ter arrombado os cofres da Sudam. E agora, Jorge?
A suspeita volta a montar aquele explosivo caldeirão de política e negócios. Quando for analisado o conteúdo integral dos documentos apreendidos pela polícia na empresa de Murad e Roseana, será preciso prestar atenção a esse detalhe explosivo da Agrima. Se ficar demonstrado o que até agora é um indício, o país saberá que Jorge Murad e sua mulher, candidata à Presidência da República, têm uma sociedade oculta com uma empresa envolvida em falcatruas na Sudam. Na devassa no escritório da Lunus, a Polícia Federal também apreendeu uma lista de contribuintes das campanhas de Roseana Sarney. Ali, constata-se que a boa relação comercial entre as empresas também se desdobrava no campo político. Em 1994, quando Roseana concorreu a seu primeiro mandato no governo do Maranhão, a Nova Holanda contribuiu com 50.000 reais, em valores de hoje, para sua campanha eleitoral. Em 1998, voltou ao caixa da candidata: 25.000 reais.
Jorge Murad é um homem discreto, que gosta de ficar longe dos holofotes. Suas raras entrevistas costumam ser dadas apenas à TV Globo do Maranhão, de propriedade da família Sarney. Mesmo atuando nos bastidores do poder, primeiro na passagem do sogro pelo Palácio do Planalto e agora no governo da mulher no Maranhão, Murad sempre acaba atraindo a atenção – e pela via mais barulhenta. No governo Sarney, durante meses foi o principal personagem de uma CPI criada para apurar denúncias de corrupção. Na época, suspeitava-se de que o reajuste de contratos mantidos com empreiteiras e fornecedores da União fora uma ação entre amigos. A investigação produziu uma tremenda algaravia, acabou em pizza, mas rendeu a Murad um inimigo eterno: o então ministro do Planejamento de Sarney, Aníbal Teixeira. O ex-ministro, num livro lançado em 1988 sob o título Calúnia, alega que foi demitido porque não cedia ao lobby de Murad em favor de grandes empreiteiras. "Ele exercia pressão constante e agia não por interesses propriamente políticos ou despretensiosos", diz Teixeira.
As relações de Murad com empreiteiras são antigas. Nos tempos do governo Sarney, vozes subterrâneas falavam do envolvimento de Murad nas suspeitas de superfaturamento da hidrelétrica Cabeça de Cavalo, um projeto de mais de 1 bilhão de reais construído pela empreiteira Odebrecht. Em 1988, quando se separou de Roseana, com quem se reconciliaria seis anos depois, Murad acabou deixando o governo de Sarney e decidiu mudar-se de Brasília para o Rio de Janeiro. Ali, passou a morar num apartamento emprestado por João Mussurunga, que trabalhara como lobista da empreiteira OAS em Brasília – a mesma que se tornaria, mais tarde, a rainha das verbas sociais do governo de Fernando Collor. A amizade dos dois nunca se desfez.
Hoje, o ex-lobista da OAS, após ocupar outros cargos no governo de Roseana, é secretário particular da governadora. Na biografia de Murad, não existe uma condenação nem acusações comprovadas, mas seu nome quase sempre aparece nas bordas de negócios nebulosos.
Murad, nos tempos da CPI da Corrupção no governo Sarney: pizza e inimigo eterno Orlando Brito
Filho de uma família modesta, que nos anos 70 era dona de uma cantina de escola e uma padaria, Murad tornou-se um homem abastado – de dinheiro e de encrencas. Entre 1975 e 1976, quando estava começando a carreira que o tornaria rico, ele viveu sua primeira trapalhada. Uma empresa que pertencia a um tio do empresário foi à lona. Era uma beneficiadora de óleo de babaçu que, ao falir, perdeu as condições de pagar algumas dívidas. Suas máquinas então foram apreendidas e Murad foi escalado como fiel depositário. Como os débitos não foram pagos, ele foi parar na delegacia acusado de depositário infiel. Foi um contratempo constrangedor, mas que pode acontecer na vida de um empresário em dificuldades. Só havia um detalhe que, hoje em dia, se torna curioso. O contador da empresa falida era Aldenor da Cunha Rebouças – que atualmente é dono, em São Luís, da consultoria AC Rebouças, acusada de ser a central maranhense na produção de projetos irregulares na Sudam.
Em 1976, Murad casou-se pela primeira vez com Roseana. Foi o matrimônio de dois clãs. De lá para cá, o empresário e sua família deixaram no pó do passado os tempos de cantina e padaria. Hoje, são donos de um respeitável cardápio de propriedades urbanas e rurais. O clã dos Sarney, no entanto, não encontra concorrente à altura no Estado. Desde que entrou para a política, há 46 anos, o patriarca José Sarney passou pouco mais de três anos sem mandato, logo no início da carreira. Ainda assim, construiu uma das mais vistosas fortunas erguidas por um político.
No Maranhão, numa hipérbole jocosa, costuma-se dizer que os Sarney só não são donos do mar. Erguida pelo ex-presidente em meio à labuta política, a fortuna visível dos Sarney está quase toda registrada em nome dos filhos. Na área empresarial, o clã é dono de quatro emissoras de televisão, que transmitem a programação da Rede Globo para todo o Estado. O grupo também controla o jornal O Estado do Maranhão, o maior diário de São Luís. É dono ainda de catorze emissoras de rádio espalhadas pela capital e pelo interior.
No setor imobiliário, os Sarney também são um sucesso. Em São Luís, a sede do clã é a Casa do Calhau, uma mansão colonial, cercada por coqueiros de babaçu, que ocupa um quarteirão inteiro (cerca de 20.000 metros quadrados) na área mais nobre da cidade. Ali, Sarney cultiva pés de romã durante o inverno e recebe os amigos para conversas ao pé do ouvido. Para as horas de lazer, os Sarney dispõem da Ilha do Curupu, uma reserva ambiental privada localizada nas proximidades de São Luís, à qual só é possível chegar de barco ou avião. A área tem cerca de 2.500 hectares e é um dos poucos bens herdados pela família. A ilha abriga uma mansão e logo receberá outra: a casa que está sendo construída pelo casal Jorge Murad e Roseana Sarney. Contando com as propriedades em Brasília (duas mansões no Lago Sul, o bairro mais nobre da cidade, mais um sítio) e no Rio de Janeiro (um apartamento no Leblon e uma casa no badalado balneário de Búzios), o patrimônio visível dos Sarney chega aos 125 milhões de reais.
Entre 1988 e 1994, período em que ficou separado de Roseana, o primeiro-genro resolveu dedicar-se aos negócios e ficou um pouco afastado das sombras do poder. Nesse período, criou três das cinco empresas que tem até hoje: a Bel-Sul Administração e Participações, a Lunus Serviços e Participações e a Pousada dos Lençóis. Murad é sócio ainda em outras duas firmas, a Credita Factoring e a Agrodiesel Lubrificantes e Diesel, ambas fora de atividade. Com a eleição de Roseana para o governo do Estado em 1994, Murad retomou sua prática de atuar nas franjas do poder. No primeiro mandato, ele comandou a Secretaria de Planejamento. No segundo, sua participação foi ainda mais intensa, lembrando os tempos em que atuava no Palácio do Planalto do sogro. Assumiu a principal secretaria do governo de Roseana. Concentra em seus domínios áreas vitais, como economia, indústria, comércio, ciência, tecnologia, turismo e agricultura. Se algo não passa por Murad, é sinal de que não tem importância. Se tem, Murad está lá.
Um exemplo. Um dos maiores empresários do Piauí, João Claudino, dono de um conglomerado de companhias, tentava montar um shopping em São Luís. Pretendia instalá-lo nas imediações do Tropical Shopping Center, com 170 lojas, uma sociedade entre membros da família Murad. Seria uma concorrência e tanto ter dois shoppings tão próximos um do outro, mas o negócio não avançava – até que começaram a surgir sussurros de que nunca avançaria, a menos que Murad tivesse uma participação no novo shopping. Nada foi confirmado, mas o negócio só deslanchou depois que João Claudino admitiu como sócio no empreendimento o empresário Miguel Ethel, de São Paulo, um velho amigo de Jorge Murad. O primeiro-genro possui o dom de sempre ter seus amigos instalados em lugares relevantes para os próprios negócios. Outro exemplo. O edifício em São Luís onde ficam as sedes das empresas de Murad, inclusive a Lunus, que sofreu a devassa da PF, foi construído num terreno que hoje está no nome da construtora Pleno, cujo principal acionista, Severino Francisco Cabral, é amigo e sócio de Murad.
Um dos bons negócios que o governo do Maranhão proporcionou aos empreiteiros foi a construção da estrada que leva a um parque na região dos Lençóis Maranhenses, um dos paraísos do litoral do Estado. A rodovia, que encurtou em cinco horas o tempo de deslocamento da capital a essa parte do litoral, custou 37,5 milhões de reais ao governo estadual. A construtora escalada para o trabalho chama-se Sucesso – e seu dono vem a ser aquele mesmo empresário do Piauí, João Claudino, que tanta dificuldade teve para construir um shopping em São Luís. João Claudino, desde que fez a sociedade com o amigo de Murad, não tem do que reclamar. Sua empreiteira, nas duas gestões de Roseana, já conseguiu seis belos contratos com o governo do Estado.
Há duas semanas, José Sarney ficou sabendo que partidários do tucano José Serra estariam espalhando uma história felpuda sobre sua família: a de que Fernando Sarney, o filho que cuida dos negócios do clã, teria recebido uma propina de 53 milhões de reais na privatização da estatal de energia elétrica do Maranhão, a Cemar, vendida por cerca de 600 milhões de reais. "Propina de 53 milhões? Imagine uma coisa dessas", reagiu Sarney, ao saber da história. Quem a espalhou acrescentou ainda que a empresa compradora da Cemar, a americana PPL, da Pensilvânia, teria descoberto o pagamento da propina. Hoje, a PPL – ninguém sabe por quê – mostra-se desinteressada do negócio e quer devolver a empresa de energia elétrica ao Estado. Se isso acontecer, será mais um abacaxi dos grandes, que, por ser grande, certamente cairá no colo de Jorge Murad. E ele, para enfrentar tantas dificuldades, nunca reclamou de excesso de trabalho nem de falta de salário. Ao que tudo indica, sentia-se, pelo menos até a semana passada, confortável transitando entre a política e os negócios.
Na trajetória de Jorge Francisco Murad Júnior, 49 anos, há uma conjunção constante: política e negócios. Na década de 70, quando se casou pela primeira vez com Roseana Sarney, participava dos movimentos políticos da época e já se interessava por economia – curso que acabou concluindo numa faculdade particular em Brasília. Nos anos 80, teve uma influência decisiva nos rumos do governo do seu sogro, o ex-presidente José Sarney. Com um gabinete no 4º andar do Palácio do Planalto, fazia política nos bastidores, conhecia detalhes dos grandes negócios do Estado e dava até palpites nos rumos da política econômica, celebrizada na época pelo Plano Cruzado.
Na década de 90, tornou-se o secretário todo-poderoso do governo de sua mulher no Maranhão, no qual toma conta de praticamente todo o Orçamento do Estado, e não se descuidou dos negócios pessoais. Hoje, é dono de cinco empresas, cujas áreas de atuação vão do turismo à distribuição de combustíveis. É justamente no caldeirão em que se misturam política e negócios que Jorge Murad afundou-se ainda mais na semana passada.
A devassa da Polícia Federal no escritório da Lunus em São Luís, empresa que pertence a Roseana e Murad, descobriu um documento que só reforça as suspeitas de envolvimento do casal nas milionárias fraudes da velha Sudam. Na lista do que foi apreendido pela polícia está o "plano de contas" da Lunus, documento semelhante a uma contabilidade. Nesse "plano de contas", há um espaço específico para descrever "ativos" e "investimentos" da Lunus – e ali, bem ali, aparece o nome da Agrima Agricultura, Indústria e Comércio de Calcário Ltda. A informação é cabeludíssima por duas razões. A primeira: a Agrima é suspeita de ter desviado entre 10 milhões e 15 milhões de reais da Sudam, num projeto agrícola chamado Nova Holanda. A segunda razão é que Jorge Murad sempre negou que tivesse relação comercial com a Agrima. Sabia-se que a Lunus e a Agrima haviam sido sócias apenas até 1994. O "plano de contas" descoberto agora é referente ao ano de 2000. E sugere que a Lunus mantém uma relação comercial de "ativos" e "investimentos" com a Agrima, que é suspeita de ter arrombado os cofres da Sudam. E agora, Jorge?
A suspeita volta a montar aquele explosivo caldeirão de política e negócios. Quando for analisado o conteúdo integral dos documentos apreendidos pela polícia na empresa de Murad e Roseana, será preciso prestar atenção a esse detalhe explosivo da Agrima. Se ficar demonstrado o que até agora é um indício, o país saberá que Jorge Murad e sua mulher, candidata à Presidência da República, têm uma sociedade oculta com uma empresa envolvida em falcatruas na Sudam. Na devassa no escritório da Lunus, a Polícia Federal também apreendeu uma lista de contribuintes das campanhas de Roseana Sarney. Ali, constata-se que a boa relação comercial entre as empresas também se desdobrava no campo político. Em 1994, quando Roseana concorreu a seu primeiro mandato no governo do Maranhão, a Nova Holanda contribuiu com 50.000 reais, em valores de hoje, para sua campanha eleitoral. Em 1998, voltou ao caixa da candidata: 25.000 reais.
Jorge Murad é um homem discreto, que gosta de ficar longe dos holofotes. Suas raras entrevistas costumam ser dadas apenas à TV Globo do Maranhão, de propriedade da família Sarney. Mesmo atuando nos bastidores do poder, primeiro na passagem do sogro pelo Palácio do Planalto e agora no governo da mulher no Maranhão, Murad sempre acaba atraindo a atenção – e pela via mais barulhenta. No governo Sarney, durante meses foi o principal personagem de uma CPI criada para apurar denúncias de corrupção. Na época, suspeitava-se de que o reajuste de contratos mantidos com empreiteiras e fornecedores da União fora uma ação entre amigos. A investigação produziu uma tremenda algaravia, acabou em pizza, mas rendeu a Murad um inimigo eterno: o então ministro do Planejamento de Sarney, Aníbal Teixeira. O ex-ministro, num livro lançado em 1988 sob o título Calúnia, alega que foi demitido porque não cedia ao lobby de Murad em favor de grandes empreiteiras. "Ele exercia pressão constante e agia não por interesses propriamente políticos ou despretensiosos", diz Teixeira.
As relações de Murad com empreiteiras são antigas. Nos tempos do governo Sarney, vozes subterrâneas falavam do envolvimento de Murad nas suspeitas de superfaturamento da hidrelétrica Cabeça de Cavalo, um projeto de mais de 1 bilhão de reais construído pela empreiteira Odebrecht. Em 1988, quando se separou de Roseana, com quem se reconciliaria seis anos depois, Murad acabou deixando o governo de Sarney e decidiu mudar-se de Brasília para o Rio de Janeiro. Ali, passou a morar num apartamento emprestado por João Mussurunga, que trabalhara como lobista da empreiteira OAS em Brasília – a mesma que se tornaria, mais tarde, a rainha das verbas sociais do governo de Fernando Collor. A amizade dos dois nunca se desfez.
Hoje, o ex-lobista da OAS, após ocupar outros cargos no governo de Roseana, é secretário particular da governadora. Na biografia de Murad, não existe uma condenação nem acusações comprovadas, mas seu nome quase sempre aparece nas bordas de negócios nebulosos.
Murad, nos tempos da CPI da Corrupção no governo Sarney: pizza e inimigo eterno Orlando Brito
Filho de uma família modesta, que nos anos 70 era dona de uma cantina de escola e uma padaria, Murad tornou-se um homem abastado – de dinheiro e de encrencas. Entre 1975 e 1976, quando estava começando a carreira que o tornaria rico, ele viveu sua primeira trapalhada. Uma empresa que pertencia a um tio do empresário foi à lona. Era uma beneficiadora de óleo de babaçu que, ao falir, perdeu as condições de pagar algumas dívidas. Suas máquinas então foram apreendidas e Murad foi escalado como fiel depositário. Como os débitos não foram pagos, ele foi parar na delegacia acusado de depositário infiel. Foi um contratempo constrangedor, mas que pode acontecer na vida de um empresário em dificuldades. Só havia um detalhe que, hoje em dia, se torna curioso. O contador da empresa falida era Aldenor da Cunha Rebouças – que atualmente é dono, em São Luís, da consultoria AC Rebouças, acusada de ser a central maranhense na produção de projetos irregulares na Sudam.
Em 1976, Murad casou-se pela primeira vez com Roseana. Foi o matrimônio de dois clãs. De lá para cá, o empresário e sua família deixaram no pó do passado os tempos de cantina e padaria. Hoje, são donos de um respeitável cardápio de propriedades urbanas e rurais. O clã dos Sarney, no entanto, não encontra concorrente à altura no Estado. Desde que entrou para a política, há 46 anos, o patriarca José Sarney passou pouco mais de três anos sem mandato, logo no início da carreira. Ainda assim, construiu uma das mais vistosas fortunas erguidas por um político.
No Maranhão, numa hipérbole jocosa, costuma-se dizer que os Sarney só não são donos do mar. Erguida pelo ex-presidente em meio à labuta política, a fortuna visível dos Sarney está quase toda registrada em nome dos filhos. Na área empresarial, o clã é dono de quatro emissoras de televisão, que transmitem a programação da Rede Globo para todo o Estado. O grupo também controla o jornal O Estado do Maranhão, o maior diário de São Luís. É dono ainda de catorze emissoras de rádio espalhadas pela capital e pelo interior.
No setor imobiliário, os Sarney também são um sucesso. Em São Luís, a sede do clã é a Casa do Calhau, uma mansão colonial, cercada por coqueiros de babaçu, que ocupa um quarteirão inteiro (cerca de 20.000 metros quadrados) na área mais nobre da cidade. Ali, Sarney cultiva pés de romã durante o inverno e recebe os amigos para conversas ao pé do ouvido. Para as horas de lazer, os Sarney dispõem da Ilha do Curupu, uma reserva ambiental privada localizada nas proximidades de São Luís, à qual só é possível chegar de barco ou avião. A área tem cerca de 2.500 hectares e é um dos poucos bens herdados pela família. A ilha abriga uma mansão e logo receberá outra: a casa que está sendo construída pelo casal Jorge Murad e Roseana Sarney. Contando com as propriedades em Brasília (duas mansões no Lago Sul, o bairro mais nobre da cidade, mais um sítio) e no Rio de Janeiro (um apartamento no Leblon e uma casa no badalado balneário de Búzios), o patrimônio visível dos Sarney chega aos 125 milhões de reais.
Entre 1988 e 1994, período em que ficou separado de Roseana, o primeiro-genro resolveu dedicar-se aos negócios e ficou um pouco afastado das sombras do poder. Nesse período, criou três das cinco empresas que tem até hoje: a Bel-Sul Administração e Participações, a Lunus Serviços e Participações e a Pousada dos Lençóis. Murad é sócio ainda em outras duas firmas, a Credita Factoring e a Agrodiesel Lubrificantes e Diesel, ambas fora de atividade. Com a eleição de Roseana para o governo do Estado em 1994, Murad retomou sua prática de atuar nas franjas do poder. No primeiro mandato, ele comandou a Secretaria de Planejamento. No segundo, sua participação foi ainda mais intensa, lembrando os tempos em que atuava no Palácio do Planalto do sogro. Assumiu a principal secretaria do governo de Roseana. Concentra em seus domínios áreas vitais, como economia, indústria, comércio, ciência, tecnologia, turismo e agricultura. Se algo não passa por Murad, é sinal de que não tem importância. Se tem, Murad está lá.
Um exemplo. Um dos maiores empresários do Piauí, João Claudino, dono de um conglomerado de companhias, tentava montar um shopping em São Luís. Pretendia instalá-lo nas imediações do Tropical Shopping Center, com 170 lojas, uma sociedade entre membros da família Murad. Seria uma concorrência e tanto ter dois shoppings tão próximos um do outro, mas o negócio não avançava – até que começaram a surgir sussurros de que nunca avançaria, a menos que Murad tivesse uma participação no novo shopping. Nada foi confirmado, mas o negócio só deslanchou depois que João Claudino admitiu como sócio no empreendimento o empresário Miguel Ethel, de São Paulo, um velho amigo de Jorge Murad. O primeiro-genro possui o dom de sempre ter seus amigos instalados em lugares relevantes para os próprios negócios. Outro exemplo. O edifício em São Luís onde ficam as sedes das empresas de Murad, inclusive a Lunus, que sofreu a devassa da PF, foi construído num terreno que hoje está no nome da construtora Pleno, cujo principal acionista, Severino Francisco Cabral, é amigo e sócio de Murad.
Um dos bons negócios que o governo do Maranhão proporcionou aos empreiteiros foi a construção da estrada que leva a um parque na região dos Lençóis Maranhenses, um dos paraísos do litoral do Estado. A rodovia, que encurtou em cinco horas o tempo de deslocamento da capital a essa parte do litoral, custou 37,5 milhões de reais ao governo estadual. A construtora escalada para o trabalho chama-se Sucesso – e seu dono vem a ser aquele mesmo empresário do Piauí, João Claudino, que tanta dificuldade teve para construir um shopping em São Luís. João Claudino, desde que fez a sociedade com o amigo de Murad, não tem do que reclamar. Sua empreiteira, nas duas gestões de Roseana, já conseguiu seis belos contratos com o governo do Estado.
Há duas semanas, José Sarney ficou sabendo que partidários do tucano José Serra estariam espalhando uma história felpuda sobre sua família: a de que Fernando Sarney, o filho que cuida dos negócios do clã, teria recebido uma propina de 53 milhões de reais na privatização da estatal de energia elétrica do Maranhão, a Cemar, vendida por cerca de 600 milhões de reais. "Propina de 53 milhões? Imagine uma coisa dessas", reagiu Sarney, ao saber da história. Quem a espalhou acrescentou ainda que a empresa compradora da Cemar, a americana PPL, da Pensilvânia, teria descoberto o pagamento da propina. Hoje, a PPL – ninguém sabe por quê – mostra-se desinteressada do negócio e quer devolver a empresa de energia elétrica ao Estado. Se isso acontecer, será mais um abacaxi dos grandes, que, por ser grande, certamente cairá no colo de Jorge Murad. E ele, para enfrentar tantas dificuldades, nunca reclamou de excesso de trabalho nem de falta de salário. Ao que tudo indica, sentia-se, pelo menos até a semana passada, confortável transitando entre a política e os negócios.
segunda-feira, 2 de março de 2009
DEU NA VEJA.....EDICAO 2102
ROSEANA RECEBIA PROPINA DA CONSTRUTORA GUATAMA......ALGUMA NOVIDADE???????
A POLICIA FEDERAL DESCOBRIU NA AGENDA DO EMPREITEIRO REGISTROS QUE SUGEREM PAGAMENTOS A POLITICOS E DOAÇOES PARA AS CAMPANHAS ENTRE ELAS ROSEANA SARNEY......
A POLICIA FEDERAL DESCOBRIU NA AGENDA DO EMPREITEIRO REGISTROS QUE SUGEREM PAGAMENTOS A POLITICOS E DOAÇOES PARA AS CAMPANHAS ENTRE ELAS ROSEANA SARNEY......
É BOM REVIVER.....PRA NAO ESQUECER!!!!
Roseana Sarney é uma governadora perfeita que fez estradas que ligavam o nada com o lugar nenhum, que fez pontes sem cabeceira.
Governo
No seu Governo , o Maranhão , segundo dizia os meios de comunicação pertencente à sua família, era o verdadeiro paraíso na terra. Não existia pobreza, nem violencia, todos eram ricos, não existiam doenças nem desemprego.Todos os dias as televisões, rádios e jornais afirmavam isso, levando o povo a viver uma realidade que somente existia nesses meios.
Foi só ela sair do poder e assumirem opositores no governo, que a fantasia acabou, transformando o Maranhão em um verdadeiro caos.
Nasceu em São Luís e herdou o Maranhão do seu pai (Sarney), onde tomou poder regida pelo seu marido Jorge Murad (árabe de coroatá). Faz muitas visitas a Codó, onde vai fazer consultas e tomar banhos de pipoca.
Eleição de 2006
Em 2006, Roseana foi pro paredão.
Apesar dos bilhoes de reais investidos em sua campanha, da quase lavagem cerebral realizada pelos seus meios de comunicação Sistema Mirante (Inúmeras Rádios, Jornais e Televisões),Perdeu para o idoso Jackson Lago o poder do governo do estado.
Ela fez beicinho na televisão, chorou e esperneou, mais não teve jeito, correu para o colo do papai e foi chorar a perda do seu brinquedo favorito, Governar o Estado do Maranhão.
A Rainha da Macumba
Muita Gente não sabe, mas os maranhenses sabem! Roseana e família são especializados em magia negra, macumba e afins. Freqüentam com regularidade o terreiro do endiabrado, pedófilo e tudo de ruim Sebastião do Coroado, em São Luis.
Roseana, que foi incentivada pelo pai a freqüentar os terreiros, atualmente é representante do Movimento das Bruxas no Brasil, juntamente com a cantora Alcione, vulga Marrom.
Governo
No seu Governo , o Maranhão , segundo dizia os meios de comunicação pertencente à sua família, era o verdadeiro paraíso na terra. Não existia pobreza, nem violencia, todos eram ricos, não existiam doenças nem desemprego.Todos os dias as televisões, rádios e jornais afirmavam isso, levando o povo a viver uma realidade que somente existia nesses meios.
Foi só ela sair do poder e assumirem opositores no governo, que a fantasia acabou, transformando o Maranhão em um verdadeiro caos.
Nasceu em São Luís e herdou o Maranhão do seu pai (Sarney), onde tomou poder regida pelo seu marido Jorge Murad (árabe de coroatá). Faz muitas visitas a Codó, onde vai fazer consultas e tomar banhos de pipoca.
Eleição de 2006
Em 2006, Roseana foi pro paredão.
Apesar dos bilhoes de reais investidos em sua campanha, da quase lavagem cerebral realizada pelos seus meios de comunicação Sistema Mirante (Inúmeras Rádios, Jornais e Televisões),Perdeu para o idoso Jackson Lago o poder do governo do estado.
Ela fez beicinho na televisão, chorou e esperneou, mais não teve jeito, correu para o colo do papai e foi chorar a perda do seu brinquedo favorito, Governar o Estado do Maranhão.
A Rainha da Macumba
Muita Gente não sabe, mas os maranhenses sabem! Roseana e família são especializados em magia negra, macumba e afins. Freqüentam com regularidade o terreiro do endiabrado, pedófilo e tudo de ruim Sebastião do Coroado, em São Luis.
Roseana, que foi incentivada pelo pai a freqüentar os terreiros, atualmente é representante do Movimento das Bruxas no Brasil, juntamente com a cantora Alcione, vulga Marrom.
Escândalos do clã Sarney voltam a atrair imprensa
Escândalos do clã Sarney voltam a atrair imprensa
Data de Publicação: 1 de março de 2009
POR OSWALDO VIVIANI - JORNAL PEQUENO
‘FEVEREIRO do desgosto’
Nunca o nome de José Sarney - e de membros destacados de sua família - estiveram tão expostos, de forma negativa, na mídia nacional e internacional
O mês de fevereiro, encerrado ontem, marcou a volta de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado - numa conquista festejada com intensidade pelo clã chefiado pelo último coronel do Brasil -, mas fevereiro também foi o mês do desgosto para Sarney. Nunca seu nome - e de outros membros destacados de sua família - estiveram tão expostos, de forma negativa, na mídia nacional e internacional.
O "fevereiro do desgosto" do oligarca começou apenas quatro dias depois de sua eleição, quando a conceituada revista inglesa "The Economist" foi às bancas chamando Sarney de "dinossauro" e representante do "semifeudalismo" político. No rastro da matéria da "Economist", veio uma enxurrada de reportagens sobre as falcatruas da família Sarney. Os jornais "O Estado de S. Paulo" e "Folha de S. Paulo" e as revistas "Veja" e "Caros Amigos" foram algumas das publicações que chamuscaram ainda mais a imagem de Sarney e o desacomodaram do lugar que ele mais gosta de ocupar - o de influente iminência parda do poder, uma espécie de Rasputin* tupiniquim. Veja a seguir o resumo de algumas matérias que fizeram o inferno astral de José Sarney em fevereiro.
Sarney, o dinossauro - No dia 6 de fevereiro chegou às bancas de todo o mundo a revista inglesa "The Economist" - uma publicação com tradição de 175 anos -, trazendo uma reportagem que classificou a eleição de José Sarney à presidência do Senado, em 2 de fevereiro, de "vitória do semifeudalismo".
A reportagem, intitulada "Onde os dinossauros ainda vagam" ("Where dinosaurs still roam") - de autoria do jornalista John Prideaux, que esteve durante uma semana no Maranhão, colhendo informações sobre José Sarney -afirmou que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar". "Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido para presidir o Senado", relatou a revista, entre outras coisas.
Sarney mandou uma resposta à revista, naturalmente discordando de tudo o que foi escrito a acenando com uma ação judicial. Fiel a seu estilo coronelista e intimidatório, em vez de simplesmente encaminhar a resposta, sem intermediários, ele pagou 3.500 dólares (perto de R$ 8 mil) para um advogado inglês exercer o papel de mensageiro.
Conversa 'de pai para filho' - Um dia depois da devastação causada pela "The Economist", foi a vez dos jornais "O Estado de São Paulo" e "Folha de S. Paulo" infernizarem a vida do oligarca. As duas publicações trouxeram à tona pela primeira vez um diálogo entre José Sarney e seu filho Fernando Sarney - superintendente do Sistema Mirante.
Na conversa, de 3 minutos e 32 segundos, ocorrida no dia 17 de abril do ano passado, o presidente do Senado pergunta ao filho se ele havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um processo judicial envolvendo Fernando que corre em sigilo. Fernando pergunta ao pai se há alguma novidade sobre "aquele meu negócio". Sarney responde: "Não, até agora não me deram nada." Fernando prossegue: "Muito bem, mas eu aqui já tive notícia, aqui do Banco da Amazônia." O senador pergunta: "É, né? Da Abin?" E o filho responde: "Também."
Entre outros ilícitos, o filho de Sarney é investigado pela PF ("Operação Boi Barrica") por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, fraude em licitações e envolvimento no financiamento ilegal na campanha eleitoral de sua irmã Roseana Sarney, candidata derrotada a governadora em 2006. Fernando sacou R$ 2 milhões da conta da Mirante nos dias 25 e 26 de outubro de 2006, três dias antes do segundo turno das eleições.
O "Estadão" e a "Folha" informaram, ainda, que o "grampo" da PF também flagrou José Sarney e Fernando usando a TV Mirante para atacar um adversário político - o que é crime, pois as TVs brasileiras são concessões públicas e a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Sarney manda Fernando "botar na TV [Mirante]" uma matéria para atingir Aderson Lago, atual chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago, e seu filho, Aderson Neto. A reportagem trataria de um suposto desvio de recursos públicos de convênios firmados entre a prefeitura de Caxias e o governo estadual.
José Sarney sentiu o golpe - e revelou a mais de um interlocutor seu desconforto com o vazamento do diálogo -, mas minimizou o teor do "grampo", dizendo se tratar apenas de uma banal "conversa de pai para filho". O áudio completo do "papinho" familiar foi parar no YouTube (veja reprodução no texto em destaque).
‘CONVERSA DE PAI PARA FILHO’
JOSÉ SARNEY - Meu filho, esse negócio que eu li hoje do filho do Aderson Lago e do Aderson Lago, esse sujeito foi muito cruel com a gente, com todos nós, com Roseana, comigo, escreveu aquele artigo outro dia me insultando de uma maneira brutal, vamos botar isso na televisão..
FERNANDO SARNEY - Sim, calma, não sei por que essa pressa, desde o começo conseguimos o documento, tamos fazendo construtivamente, tamos construindo a coisa legal, da forma como deve ser feita.
JS - Eu hoje, eu vi no Walter Rodrigues [blog do jornalista Walter Rodrigues], ele...
FS - Viu, não. Foi vazado propositadamente pra isso mesmo...
JS - Põe na televisão, manda botar o destino do dinheiro recebido, foi parar em tal, tal, tal...
FS - Tá bom, o cara da Globo já está aqui, desde segunda-feira, e estamos trabalhando isso, tá?
JS - Falou isso com ele?
FS - Falei, falei com ele, mostrei tudo, mostrei tudo, vai dar certo. Mas calma, calma, não precisa pressa, não precisa pressão.
JS - Não é pressão, não, rapaz. Eu tô...
FS - É que esse é um assunto que eu peguei desde o começo, eu consegui, passei pro Sérgio*, tamos soltando no jornal pouco a pouco, a vazada foi proposital, é isso mesmo, calma...
JS - Pois é. Eu vi hoje o resultado foi no blog do Walter Rodrigues.
FS - Sim, meu pai, foi proposital, pra dividir a responsabilidade, essa coisa toda...
JS - Tá bom.
FS - Tá certo? O foco é fazer isso que você tá falando aí...
JS - Tá bom.
FS - Olha aqui... E aquele meu negócio, alguma novidade?
JS - Não. Até agora ainda não me deram nada.
FS - Muito bem, mas eu aqui já tive notícias do Banco da Amazônia, tá?
JS - É, né?
FS - É.
JS - Da Abin?
FS - Também.
JS - Tá bom.
FS - Tá? Formal, na semana passada chegou. É sinal que tão mexendo... Mas o daqui é sem origem...
JS - (???)
FS - Não, daqui é o juiz da 1ª Vara.
JS - Então, manda ver o processo aí.
FS - Já mandei. Já chamei o Marcelo, já mandei ver.
JS - Porque o menino me disse que já mandou pro Marcelo tudo, pra o Marcelo olhar o processo...
FS - Já, já mandou e já viu tudo.
JS - E o que é que tem. É (???)
FS - É, isso é em off. Mas eu agora mandei ver o documento formal pra que eu possa entrar na internet e ver do que se trata (...) Foi em off, foi hoje de manhã que chegou a informação, e eu tô agora concluindo ela...
JS - Mas o menino me disse ontem...
FS - Ah, já vi o processo todo. Eu chamei ele hoje de manhã e ele me contou tudo...
JS - E não é esse o processo que está lá?
FS - Não, tem algumas coisas lá, algumas quebras de sigilo adicionais que não têm informações suficientes.
JS - Tá bom.
FS - Eu mandei averiguar.
JS - Tá.
FS - Olha, esse negócio aí que tu falastes antes [assunto do Aderson Lago], é isso aí, eu tô fazendo isso, tá bom?
JS - Tá Bom. OK. Um abraço.
FS - Tá. Beijo.
Data de Publicação: 1 de março de 2009
POR OSWALDO VIVIANI - JORNAL PEQUENO
‘FEVEREIRO do desgosto’
Nunca o nome de José Sarney - e de membros destacados de sua família - estiveram tão expostos, de forma negativa, na mídia nacional e internacional
O mês de fevereiro, encerrado ontem, marcou a volta de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado - numa conquista festejada com intensidade pelo clã chefiado pelo último coronel do Brasil -, mas fevereiro também foi o mês do desgosto para Sarney. Nunca seu nome - e de outros membros destacados de sua família - estiveram tão expostos, de forma negativa, na mídia nacional e internacional.
O "fevereiro do desgosto" do oligarca começou apenas quatro dias depois de sua eleição, quando a conceituada revista inglesa "The Economist" foi às bancas chamando Sarney de "dinossauro" e representante do "semifeudalismo" político. No rastro da matéria da "Economist", veio uma enxurrada de reportagens sobre as falcatruas da família Sarney. Os jornais "O Estado de S. Paulo" e "Folha de S. Paulo" e as revistas "Veja" e "Caros Amigos" foram algumas das publicações que chamuscaram ainda mais a imagem de Sarney e o desacomodaram do lugar que ele mais gosta de ocupar - o de influente iminência parda do poder, uma espécie de Rasputin* tupiniquim. Veja a seguir o resumo de algumas matérias que fizeram o inferno astral de José Sarney em fevereiro.
Sarney, o dinossauro - No dia 6 de fevereiro chegou às bancas de todo o mundo a revista inglesa "The Economist" - uma publicação com tradição de 175 anos -, trazendo uma reportagem que classificou a eleição de José Sarney à presidência do Senado, em 2 de fevereiro, de "vitória do semifeudalismo".
A reportagem, intitulada "Onde os dinossauros ainda vagam" ("Where dinosaurs still roam") - de autoria do jornalista John Prideaux, que esteve durante uma semana no Maranhão, colhendo informações sobre José Sarney -afirmou que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar". "Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido para presidir o Senado", relatou a revista, entre outras coisas.
Sarney mandou uma resposta à revista, naturalmente discordando de tudo o que foi escrito a acenando com uma ação judicial. Fiel a seu estilo coronelista e intimidatório, em vez de simplesmente encaminhar a resposta, sem intermediários, ele pagou 3.500 dólares (perto de R$ 8 mil) para um advogado inglês exercer o papel de mensageiro.
Conversa 'de pai para filho' - Um dia depois da devastação causada pela "The Economist", foi a vez dos jornais "O Estado de São Paulo" e "Folha de S. Paulo" infernizarem a vida do oligarca. As duas publicações trouxeram à tona pela primeira vez um diálogo entre José Sarney e seu filho Fernando Sarney - superintendente do Sistema Mirante.
Na conversa, de 3 minutos e 32 segundos, ocorrida no dia 17 de abril do ano passado, o presidente do Senado pergunta ao filho se ele havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um processo judicial envolvendo Fernando que corre em sigilo. Fernando pergunta ao pai se há alguma novidade sobre "aquele meu negócio". Sarney responde: "Não, até agora não me deram nada." Fernando prossegue: "Muito bem, mas eu aqui já tive notícia, aqui do Banco da Amazônia." O senador pergunta: "É, né? Da Abin?" E o filho responde: "Também."
Entre outros ilícitos, o filho de Sarney é investigado pela PF ("Operação Boi Barrica") por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, fraude em licitações e envolvimento no financiamento ilegal na campanha eleitoral de sua irmã Roseana Sarney, candidata derrotada a governadora em 2006. Fernando sacou R$ 2 milhões da conta da Mirante nos dias 25 e 26 de outubro de 2006, três dias antes do segundo turno das eleições.
O "Estadão" e a "Folha" informaram, ainda, que o "grampo" da PF também flagrou José Sarney e Fernando usando a TV Mirante para atacar um adversário político - o que é crime, pois as TVs brasileiras são concessões públicas e a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Sarney manda Fernando "botar na TV [Mirante]" uma matéria para atingir Aderson Lago, atual chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago, e seu filho, Aderson Neto. A reportagem trataria de um suposto desvio de recursos públicos de convênios firmados entre a prefeitura de Caxias e o governo estadual.
José Sarney sentiu o golpe - e revelou a mais de um interlocutor seu desconforto com o vazamento do diálogo -, mas minimizou o teor do "grampo", dizendo se tratar apenas de uma banal "conversa de pai para filho". O áudio completo do "papinho" familiar foi parar no YouTube (veja reprodução no texto em destaque).
‘CONVERSA DE PAI PARA FILHO’
JOSÉ SARNEY - Meu filho, esse negócio que eu li hoje do filho do Aderson Lago e do Aderson Lago, esse sujeito foi muito cruel com a gente, com todos nós, com Roseana, comigo, escreveu aquele artigo outro dia me insultando de uma maneira brutal, vamos botar isso na televisão..
FERNANDO SARNEY - Sim, calma, não sei por que essa pressa, desde o começo conseguimos o documento, tamos fazendo construtivamente, tamos construindo a coisa legal, da forma como deve ser feita.
JS - Eu hoje, eu vi no Walter Rodrigues [blog do jornalista Walter Rodrigues], ele...
FS - Viu, não. Foi vazado propositadamente pra isso mesmo...
JS - Põe na televisão, manda botar o destino do dinheiro recebido, foi parar em tal, tal, tal...
FS - Tá bom, o cara da Globo já está aqui, desde segunda-feira, e estamos trabalhando isso, tá?
JS - Falou isso com ele?
FS - Falei, falei com ele, mostrei tudo, mostrei tudo, vai dar certo. Mas calma, calma, não precisa pressa, não precisa pressão.
JS - Não é pressão, não, rapaz. Eu tô...
FS - É que esse é um assunto que eu peguei desde o começo, eu consegui, passei pro Sérgio*, tamos soltando no jornal pouco a pouco, a vazada foi proposital, é isso mesmo, calma...
JS - Pois é. Eu vi hoje o resultado foi no blog do Walter Rodrigues.
FS - Sim, meu pai, foi proposital, pra dividir a responsabilidade, essa coisa toda...
JS - Tá bom.
FS - Tá certo? O foco é fazer isso que você tá falando aí...
JS - Tá bom.
FS - Olha aqui... E aquele meu negócio, alguma novidade?
JS - Não. Até agora ainda não me deram nada.
FS - Muito bem, mas eu aqui já tive notícias do Banco da Amazônia, tá?
JS - É, né?
FS - É.
JS - Da Abin?
FS - Também.
JS - Tá bom.
FS - Tá? Formal, na semana passada chegou. É sinal que tão mexendo... Mas o daqui é sem origem...
JS - (???)
FS - Não, daqui é o juiz da 1ª Vara.
JS - Então, manda ver o processo aí.
FS - Já mandei. Já chamei o Marcelo, já mandei ver.
JS - Porque o menino me disse que já mandou pro Marcelo tudo, pra o Marcelo olhar o processo...
FS - Já, já mandou e já viu tudo.
JS - E o que é que tem. É (???)
FS - É, isso é em off. Mas eu agora mandei ver o documento formal pra que eu possa entrar na internet e ver do que se trata (...) Foi em off, foi hoje de manhã que chegou a informação, e eu tô agora concluindo ela...
JS - Mas o menino me disse ontem...
FS - Ah, já vi o processo todo. Eu chamei ele hoje de manhã e ele me contou tudo...
JS - E não é esse o processo que está lá?
FS - Não, tem algumas coisas lá, algumas quebras de sigilo adicionais que não têm informações suficientes.
JS - Tá bom.
FS - Eu mandei averiguar.
JS - Tá.
FS - Olha, esse negócio aí que tu falastes antes [assunto do Aderson Lago], é isso aí, eu tô fazendo isso, tá bom?
JS - Tá Bom. OK. Um abraço.
FS - Tá. Beijo.
domingo, 1 de março de 2009
PIAUI LIVRE......POR ALAN DE OLIVEIRA LIMA
ESPERO QUE DEPOIS DE TODAS ESTAS INFORMAÇÕES, O NOBRE AMIGO REFLITA
SOBRE A SUA ADMIRAÇÃO POR ESTE CÂNCER DE SAIAS QUE ERRADIA POR TODO O
SOLO MARANHENSE.
TENHO ORGULHO DE LHE INFORMAR, QUE ESTE MESMO PROCESSO PELO QUAL PASSA
AGORA O MARANHÃO, O MEU PIAUÍ JÁ PASSOU. DERRUBARAM O ENTÃO GOVERNADOR
¨MÃO SANTA¨ E ASSUMIU UM CRÁPULA E RAPOSA VELHA, CHAMADO HUGO
NAPOLEÃO. DIGA SE PASSAGEM, AMIGO DE JOSÉ SARNEY. O MEU POVO JAMAIS
O CHAMOU DE GOVERNADOR, E SIM, INTERVENTOR.
ESPERO QUE O MEU POVO DO MARANHÃO RESPONDA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES,
ASSIM COMO O MEU PIAUÍ RESPONDEU. HUGO FICOU EM QUARTO LUGAR NA
TENTATIVA DE REELEIÇÃO. TEMOS HOJE UM DOS MELHORES GOVERNADORES DO
PAÍS, WELINGTON DIAS, QUASE DA MINHA IDADE E COLEGA DE LUTA NAS GREVES
BANCÁRIAS. ONDE TIVE O PRIVÍLÉGIO DO CONVIVIO. MUITO INTELIGENTE E DE
UMA INTEGRIDADE INQUESTIONÁVEL.
TENHO A HONRA DE AFIRMAR QUE SOU UM PRIVILEGIADO DE SER DE UM ESTADO
CHAMADO ¨PIMAR¨ PIAUIENSE DE NASCIMENTO E MARANHENSE POR ADOÇÃO.
E NÃO ME FURTAREI DO DIREITO E DEVER, DE NO PROXIMO PLEITO, ASSIM COMO
O POVO DO MEU PIAUÍ DIZER MAIS UMA VEZ NÃO A ESTE CÂNCER DE PIGODE
CAMUFLADO DE SAIA.
O PODER DO CONCHAVO NOS FARÁ PERDER A BATALHA, MAS JAMAIS, AGUERRA.
AS URNAS DE 2010 É A SOLUÇÃO PARA DERROTAR ESTE CÂNCER QUE TEIMA EM
NÃO DEIXAR ESTE ESTADO. CONSTITUÍDO NA SUA MAIORIA DE HUMILDES E
MISERÁVEIS. CABE A CADA UM DE NÓS, REVERTER ESTE QUADRO.
SOBRE A SUA ADMIRAÇÃO POR ESTE CÂNCER DE SAIAS QUE ERRADIA POR TODO O
SOLO MARANHENSE.
TENHO ORGULHO DE LHE INFORMAR, QUE ESTE MESMO PROCESSO PELO QUAL PASSA
AGORA O MARANHÃO, O MEU PIAUÍ JÁ PASSOU. DERRUBARAM O ENTÃO GOVERNADOR
¨MÃO SANTA¨ E ASSUMIU UM CRÁPULA E RAPOSA VELHA, CHAMADO HUGO
NAPOLEÃO. DIGA SE PASSAGEM, AMIGO DE JOSÉ SARNEY. O MEU POVO JAMAIS
O CHAMOU DE GOVERNADOR, E SIM, INTERVENTOR.
ESPERO QUE O MEU POVO DO MARANHÃO RESPONDA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES,
ASSIM COMO O MEU PIAUÍ RESPONDEU. HUGO FICOU EM QUARTO LUGAR NA
TENTATIVA DE REELEIÇÃO. TEMOS HOJE UM DOS MELHORES GOVERNADORES DO
PAÍS, WELINGTON DIAS, QUASE DA MINHA IDADE E COLEGA DE LUTA NAS GREVES
BANCÁRIAS. ONDE TIVE O PRIVÍLÉGIO DO CONVIVIO. MUITO INTELIGENTE E DE
UMA INTEGRIDADE INQUESTIONÁVEL.
TENHO A HONRA DE AFIRMAR QUE SOU UM PRIVILEGIADO DE SER DE UM ESTADO
CHAMADO ¨PIMAR¨ PIAUIENSE DE NASCIMENTO E MARANHENSE POR ADOÇÃO.
E NÃO ME FURTAREI DO DIREITO E DEVER, DE NO PROXIMO PLEITO, ASSIM COMO
O POVO DO MEU PIAUÍ DIZER MAIS UMA VEZ NÃO A ESTE CÂNCER DE PIGODE
CAMUFLADO DE SAIA.
O PODER DO CONCHAVO NOS FARÁ PERDER A BATALHA, MAS JAMAIS, AGUERRA.
AS URNAS DE 2010 É A SOLUÇÃO PARA DERROTAR ESTE CÂNCER QUE TEIMA EM
NÃO DEIXAR ESTE ESTADO. CONSTITUÍDO NA SUA MAIORIA DE HUMILDES E
MISERÁVEIS. CABE A CADA UM DE NÓS, REVERTER ESTE QUADRO.
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